Cidade da Praia, 06 Mar (Inforpress) – O Secretariado da Convenção de Roterdão está reunido na Cidade da Praia com os países de expressão portuguesa, para debater e encontrar soluções sobre o sistema de gestão de pesticida em prol de uma agricultura menos dependente desse químico.

Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Brasil, e também Mali, são os países presentes no atelier de consulta sub-regional dos países africanos lusófonos sobre a implementação da Convenção de Roterdão que decorrer de 06 a 10 de Março na capital do país.

No acto de abertura que foi presidido pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, a representante do Secretariado da Convenção de Roterdão, Elisabetta Tagliati, explicou que o encontro que hoje arrancou visa dar a conhecer a realidade dos países lusófonos em matéria de pesticidas.

A identificação e implementação de métodos alternativos à utilização de pesticidas químicos, fazer um ponto de situação em relação às limitações a nível legislativo, assim como partilhar iniciativas regionais em matéria de gestão de pesticidas, fazem parte dos objectivos do encontro de uma semana.

“Todos os países têm um objectivo comum que é o de melhorar a gestão de pesticidas para proteger a saúde da população e do meio ambiente, e isso deve basear-se numa abordagem integrada para alcançar resultados tangíveis”, defendeu, sublinhando que as decisões se tornam mais sustentáveis quando todos os intervenientes estão envolvidos, mas também quando há uma boa base legislativa desenvolvida.

Por sua vez, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Cabo Verde, Remi Nono Womdim, disse que as convenções de Roterdão, da Basileia e de Estocolmo podem ajudar os países a gerir os produtos químicos e perigosos, neste caso, pesticidas, em todo o seu ciclo de vida.

“O pesticida elimina as pragas, mas o seu uso excessivo pode prejudicar os agricultores, os consumidores e o meio ambiente”, afirmou, considerando que o mesmo “não deve pôr em perigo” o bem-estar-, já que a “primeira linha de defesa da saúde é um ecossistema saudável”.

Segundo o responsável, muitos agricultores desconhecem as medidas adequadas e os perigos da aplicação dos pesticidas, reconhecendo que o sector público, a indústria e as Organizações Não Governamentais têm um papel a desempenhar para garantir que os pesticidas sejam utilizados de forma a proteger a saúde humana e do meio ambiente.

Para serem eficazes, Remi Nono Womdim é de opinião que as convenções não devem ser só adotadas e ratificadas, mas também implementadas e aplicadas, porque os acordos só poderão contribuir para a proteção da saúde humana e do meio ambiente se forem amplamente adoptados e implementados.

Cabo Verde assinou a Convenção de Roterdão em 1998 e a ratificou-a sete anos mais tarde, tendo definido e comunicado as suas respostas relativas à importação dos 47 produtos que fazem parte do anexo III da Convenção.

DR/FP

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