São Filipe, 07 Mar (Inforpress) – Os povoados de Campanas de Baixo e S.Jorge, zona norte de São Filipe, continuam a ser abastecidos através de autotanques e a empresa Águabrava aguarda autorização do Instituto de Estrada para avançar com uma intervenção provisória para resolver a situação.

Os dois povoados mais a norte do município de São Filipe estão a ser abastecidos através de chafarizes e com água auto-transportada, dos Mosteiros ou de São Filipe, desde o dia 04 de Janeiro, na sequência do desabamento de rocha na Ribeira de Campanas.

José Rodrigues, administrador/delegado da Águabrava, empresa intermunicipal de águas, disse à Inforpress que o desabamento de rocha, ocorrido a 04 de Janeiro, há mais de dois meses, afectou a tubagem da rede que abastece a localidade de Campanas de Baixo, e que para evitar a perda de água, a empresa viu-se obrigada a fechar uma das válvulas que está localizada antes de S.Jorge, impedindo assim de abastecer estes dois povoados.

O responsável da empresa indica que ou se aguarda pela conclusão dos trabalhos de desobstrução da via para repor o normal abastecimento de água, ou a Águabrava terá de efectuar intervenção na via para criar um ramal provisório e alternativo para poder abastecer os dois povoados, indicando que, em relação a segunda possibilidade , a empresa solicitou há mais de um mês a autorização do Instituto de Estrada (IE) para essa intervenção.

A autorização solicitada, segundo José Rodrigues, vai no sentido da empresa proceder a um rasgo no asfalto de aproximadamente um metro e vinte de profundidade para poder executar os trabalhos, visando a criação de um ramal provisório de fornecimento de água, trabalhos que só serão executados quando a Águabrava tiver a autorização.

O administrador/delegado da empresa adiantou n que compreende a situação da população dos dois povoados porque "abastecer através de chafarizes não é a mesma coisa que ter água domiciliária", observando que a empresa que dirige "é a mais prejudicada com a situação" e, por isso, pretende resolver o quanto antes.

Segundo o responsável, a população de Campanas é abastecida por água transportada a partir dos Mosteiros, sendo que o camião cisterna faz uma média de três viagens/dia, enquanto a de São Jorge é abastecida a partir de São Filipe, indicando que quer num caso quer noutro, o custo é maior.

Além de custo com o transporte de água para as duas localidades, que é suportada pela própria empresa, a Águabrava deixou de cobrar o consumo e a própria taxa de consumo mínimo, o que no dizer de José Rodrigues representa um prejuízo para a empresa.

Este responsável indica que se não houver autorização do Instituto de Estrada para esta intervenção o problema será solucionado após a conclusão das obras de desobstrução da via, que pela dimensão de material (escombros) poderá levar meses.

No dizer da população de Campanas de Baixo, os trabalhos estão parados há várias semanas, situação que é negada pela empresa contratada para efectuar os trabalhos de desobstrução da via.

Um engenheiro civil contactado pela Inforpress explicou que é necessário a realização de um trabalho técnico, visando a protecção da rocha para evitar novo desabamento, e não se limitar apenas na desobstrução da via.

O acesso carroçável entre as localidades de S.Jorge a Campanas de Baixo e a consequente ligação ao  município de São Filipe, principal centro urbano da ilha, e aos Mosteiros, via norte, está garantido, apesar das pessoas continuarem a  circular na parte afectada com algum receio.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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