Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) - A questão da planificação para o desenvolvimento de planos sectoriais visando intervenções em caso de eventual erupção vulcânica na ilha Brava, constitui uma das preocupações do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB.

Em declarações à imprensa no final de uma audiência parlamentar com a Comissão Especializada de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território, o presidente do SNPCB, Nuno Alexandre Mendonça Oliveira, disse que cada instituição tem que desenvolver um plano sectorial para dar respostas de acordo com os cenários definidos para cada situação e nível de alerta.

Segundo o presidente do SNPCB, “dos vários cenários que a instituição já trabalhou sobre uma eventual erupção vulcânica na ilha Brava, chegou-se a conclusão de que em caso de emergência a situação de evacuação das pessoas é complexa”.

Entretanto, disse que o SNPCB está a trabalhar juntamente com outras instituições ligadas ao sector no sentido de estar cada vez mais capaz de responder às exigências.

“A ilha Brava por si só é difícil porque não tem muitas praias com areia que facilita, no caso da necessidade de fazer uma evacuação marítima. Via área é mais complicada ainda”, explicou este responsável.

Segundo indicou, neste momento o SNPCB está a trabalhar também a parte de sensibilização e informação da população visando prevenir as pessoas dos riscos, em caso de uma erupção na ilha.

“Queremos também melhorar a monotorização através de aquisição de vários equipamentos, apesar de caros. Vamos ainda apostar na requalificação dos recursos humanos”, informou o presidente do SNPCB.

Para Nuno Oliveira é fundamental apostar numa monotorização “mais forte e mais capaz” para fazer a previsão e análises dos dados sobre actividades sísmicas na ilha Brava.

Por seu turno, o presidente da Comissão Especializada de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território, Luís Carlos dos Santos Silva, manifestou a sua preocupação face a situação da ilha Brava e defendeu a necessidade de uma maior articulação entre diversos sectores ligados à protecção civil, nomeadamente as câmaras municipais, para que em caso de uma eventual erupção vulcânica estejam preparados a dar respostas às solicitações.

A instalação dos gabinetes de protecção civil e o corpo dos bombeiros nas câmaras municipais, o investimento em técnicas de vigilância para acompanhar as actividades sísmicas na ilha Brava e saber a cada momento o que se passa, são outras preocupações do deputado.

Entretanto, Nuno Oliveira aproveitou a oportunidade para anunciar à imprensa que a proposta do estatuto dos bombeiros, uma das reivindicações antigas da corporação, vai ser socializada proximamente com as câmaras municipais.

“O estatuto dos bombeiros vai ser o primeiro documento legal que visa regulamentar o sector”, sublinhou o presidente do SNPCB, indicando ainda que o estatuto em apreço vai trazer benefícios, mas também exigências aos bombeiros.

“É preciso criar condições dignas aos bombeiros para se poder exigir a qualidade de serviço”, enfatizou.

Conforme adiantou, a proposta do estatuto dos bombeiros vai ser socializada com as câmaras municipais e depois enviada ao Governo para aprovação.

JL/FP

Inforpress/Fim

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