Espargos, 16 Mar (Inforpress) - O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, garantiu hoje que a autarquia já dispõe de um plano para acabar com a situação de lixo e entulhos na ilha.

Dados estatísticos apontam que actualmente, a ilha do Sal produz mais de 20 toneladas de lixo diariamente, além do mais, disposto de forma inadequada no ambiente, problema que, entretanto, tem muito a ver com a falta de consciência das pessoas.

Apoquentado com a situação, tanto nos Espargos como na cidade turística de Santa Maria, o edil Júlio Lopes, acusando a Salimpa - empresa de limpeza urbana -  de não estar a cumprir com as responsabilidades, defende a necessidade de, efectivamente, se pensar e reforçar o sistema de recolha e tratamento de lixo na ilha.

“Além do lixo, há também o problema dos entulhos. Mediante avaliações que estamos a fazer, a opinião da população do Sal é que a situação, na parte de recolha, não está boa. Porém, há outra questão importante que tem a ver com o tratamento do lixo. Estamos a falar de uma ilha turística que neste momento deve ter em média 40 mil pessoas em permanência, isto é, 30 mil habitantes mais 10 mil turistas”, acentuou.

Perante o cenário, o autarca acautela, com certa preocupação, que segundo previsões do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), nos próximos anos, em 2030, o Sal poderá ter a volta de 50 mil habitantes, daí que há que criar condições no sentido de resolver o problema de lixo na ilha.

“Imagine, se duplicarmos o número de turistas podemos ter, em 2030, uma ilha com 70 mil habitantes e a questão do lixo, do ambiente, são de grande importância”, conjecturou, informando que, a edilidade, em parceria com o Ministério do Ambiente, está a trabalhar um projecto da remoção dos entulhos na zona de Fátima e outras regiões da ilha.

“Vamos ter que tomar medidas para que possamos ser mais eficientes na recolha e no tratamento do lixo. O problema não está na quantidade de lixo que se produz mas na frequência da recolha e tratamento desse lixo”, observou.

“Numa ilha turística, não podemos estar a fazer buracos e enterrar o lixo. É um método obsoleto, não é compatível com o desenvolvimento sustentável que se quer para a ilha do Sal”, defendeu, revelando que a Câmara Municipal do Sal, a população e os hotéis estão insatisfeitos com a performance da Salimpa, estrutura responsável para a recolha do lixo.

Neste contexto, o autarca entende que a Câmara e a Assembleia municipais têm que tomar alguma medida por forma a reverter a situação.

“Está na lei, é competência da Câmara Municipal resolver o problema do lixo. Foi delegada para uma empresa que em nossa opinião não está a cumprir. Fomos eleitos pelo povo para resolver os problemas. Pensamos que os recursos gerados pela taxa de lixo são suficientes para que pudéssemos ter uma melhor performance em termos do lixo”, assinalou.

Até ao momento, não foi possível obter uma reacção dos responsáveis da Salimpa.

SC/CP

Inforpress/Fim

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