Assomada, 19 Mar (Inforpress) - O inspector da IGAE Elisângelo Monteiro  defendeu, no Tarrafal, que a formação dos produtores de grogue é essencial para que possam entender os procedimentos correctos à volta da produção e melhorar a qualidade do produto.

E é nesta óptica, que a Inspecção Geral das Actividade Económicas (IGAE) tem realizado várias acções de formação para os produtores de aguardente na ilha de Santiago, que chega agora aos produtores do concelho de Tarrafal, uma nesta acção de capacitação que se quer “mais técnica” sobre o domínio na produção. 

Quase dois anos após a entrada em vigor da lei que define o Regime jurídico de Produção do Grogue (lei 11/2015, de 12 de Fevereiro), Elisângelo Monteiro disse à Inforpress que este processo tem sido "interessante e desafiante" não só para a IGAE, como para os produtores.

Segundo disse, neste momento a questão da legalização das unidades de produção tem tido "alguma expressão", pois muitos dos produtores têm legalizado a sua unidade, e, com isso, “brevemente” a questão da produção ilegal deixará de existir.

Elisângelo Monteiro informou que a IGAE tem feito uma fiscalização mais rigorosa, para que haja controlo de qualidade do grogue, antes que este seja introduzindo no mercado, como forma de garantir a segurança do produto.  

Nesta perspectiva, a IGAE tem trabalhado de forma preventiva, sensibilizando os produtores e "desencorajá-los a fazer uma produção de péssima qualidade", porque, isto, tem tido “consequências graves” na saúde pública, devido ao uso abusivo do álcool.  

A aposta tem passado pela formação, pois diz acreditar  que é desta forma que  os produtores vão passar a perceber que com “procedimentos correctos”, conseguem ter “maior rendimento” na sua produção.

Recentemente, alguns produtores do interior da Ilha de Santiago apelaram à IGAE para alargar o prazo de início de produção, cujo ciclo vai 1 de Janeiro a 31 de Maio, com todas as condições exigidas pela lei, pois ainda nem todos tinham equipamentos exigidos, como o baril específico para a conservação do grogue.  

Elisângelo Monteiro reconheceu a dificuldade desses produtores, por isso defende que é necessário que haja uma "mudança progressiva", porque, enfatizou, se querem aumentar a qualidade e o rendimento e ter este produto a ser comercializado no país e lá fora é preciso progressivamente fazer essas conquistas.  

Garantiu que o Estado tem feito o seu papel, com a Direcção-geral da Indústria a facilitar a isenção aos produtores de algumas taxas, para que possam trazer os equipamentos necessários e investir nas unidades de produção. 

Para o inspector da IGAE, a comercialização do grogue é um “negócio rentável”, mas é necessário trabalhar para quebrar esses "maus hábitos" de produção de “grogue de péssima qualidade” no país.  

Este trabalho, segundo Elisângelo Monteiro, deve passar por um compromisso entre a fiscalização, o Estado, os produtores e a sociedade.  

"Significa que cada elemento da sociedade,  deve ter acção no sentido de inverter esse quadro, daí que a responsabilidade não é só da IGAE, que faz a fiscalização, mas é de cada um de nós, para que conjuntamente, possamos o mais rapidamente possível inverter essa situação", reiterou.  

AM/AA

Inforpress/Fim

estatuto

Assinaturas Inforpress

paywall4

01Notícias Relevantes Fique sempre informado sobre os principais acontecimentos de Cabo Verde e do Mundo.

02Informação de Qualidade Produzimos informação com independência, rigor e qualidade.

03Diversidade de Cobertura Pomos à disposição do público informação actualizada sobre os mais variados aspectos.