São Filipe, 08 Set (Inforpress) – O presidente eleito de Santa Catarina do Fogo, Alberto Nunes demarcou-se esta quinta-feira do vídeo a circular nas redes sociais e considerou que a sua eleição foi “justa, transparente, inequívoca e democrática” não vendo razões para impugnação das eleições.

Para Alberto Nunes o conteúdo do vídeo é falso e produzido num café, nos Estados Unidos da América, por alguém que nada tem a ver com a candidatura do MpD, não faz parte da equipa da Câmara nem da Assembleia Municipal e tão pouco da estrutura da campanha e por isso as suas afirmações são isoladas, sem fundamentos e não devem ser associadas à sua candidatura.

Segundo o mesmo, o seu adversário que reconheceu a derrota no domingo, 04 de Setembro, “está sendo empurrado por pessoas que não querem perder o poder em Santa Catarina mesmo quando o povo já não lhes quer”, aconselhando por esta razão ao candidato derrotado a aceitar “a voz do povo”, porque na democracia a escolha do povo é soberana.

Conforme comentou, se é possível impugnar os resultados eleitorais através de um vídeo desse tipo, “ninguém mais poderá ser governante neste país, pois basta ter resultados desfavoráveis para pedir a uma pessoa que faça um vídeo a dizer que mandou comprar votos ou impedir alguém de votar”.

Alberto Nunes disse que quem conhece a história das eleições em Santa Catarina do Fogo sabe de facto que quem inventou fraude eleitoral na ilha e no concelho, acrescentando que entende a desorientação do seu adversário pelo facto de ter sido escolhido como salvador do partido e acabou por destruí-lo ainda mais e perdeu as eleições pelo facto de ser arrogante e porque não conseguiu preparar as eleições.

Com relação ao vídeo em apreço, produzido por um ex-candidato à Câmara de Santa Catarina, Alberto Nunes disse que o seu comportamento é típico das pessoas do Fogo, isto é, tentar tirar protagonismo do processo, e como ele não participou quis tirar o protagonismo dos outros, mas não o fez por mal.

Alberto Nunes disse que sempre pactuou por uma campanha de consciencialização das pessoas e que repudia qualquer tentativa de viciar o resultado eleitoral e deu como exemplo, o facto de um membro da sua lista que ele próprio acusou no passado de compra de consciência, entrou agora para a lista porque mudou de comportamento e postura e só integrou a lista porque deu garantias de observar algumas condições de não comprar consciência.

Disse, por outro lado, que sempre foi coerente na vida e perante a sociedade e que o “mérito da vitória não é a mafia”, mas sim porque fiscalizaram, impedindo que as pessoas saíssem à noite, sendo também a consequência da qualidade da sua plataforma, da capacidade do candidato e do partido que o suporta.

JR/FP

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