Pedra Badejo, 08 Set (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) venceu as eleições autárquicas em Santa Cruz, com maioria absoluta, segundo os dados do apuramento geral divulgados hoje pela delegação da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

“Após o apuramento final, constatamos que a lista vencedora foi a do PAICV, com maioria absoluta, conseguindo na totalidade o mandato para a câmara”, explicou Dulcelina Alves, delegada da CNE em Santa Cruz.

Segundo a delegada da CNE, o apuramento geral demorou três dias, porque foi um trabalho “muito rigoroso que primou pela transparência” e sem registo de “nenhuma anomalia”, mas que cumpriu o prazo determinado por lei.

Para a Câmara Municipal, o PAICV que teve como candidato à presidente, Carlos Silva, conseguiu 5.442 votos (50.4%), elegendo os sete vereadores, e para a Assembleia Municipal, com Gilson Cardoso como cabeça de lista, elegeu nove deputados com 49,7% de votos.

O Movimento para a Democracia (MpD), que apresentou Manuel da Luz como candidato a presidente da câmara, alcançou 5.227 votos (47.4%), mas sem nenhum mandato para a câmara, e para Assembleia Municipal, com 48.2% de votos, alcançou oito deputados.

Os eleitos da Câmara Municipal de Santa Cruz são, Carlos Silva (presidente) e os vereadores, José Fonseca, Jamira Duarte, Virgolino Semedo, Jaquelino Varela, António Cabral e Sabino Correia.

Para a Assembleia Municipal, o partido vencedor vai ter como deputados Gilson Cardoso, Daniel Cabral, João Carvalho, Nadira Cunha, Adilson Correia, Felisberto Furtado, Célia Andrade, Adilson de Pina e Amilson Furtado, enquanto o MpD elegeu Gracelino Monteiro, Ângela da Silva, António Cabral, Ailton Soares, Pedro da Cruz, Benvindo Semedo, Fredilson Gomes e Paulino Delgado.

A delegada da CNE ressalvou o facto de se ter registado um número “relativamente elevado” de abstenção, ou seja, aproximadamente 31 por cento (4.834 eleitores) dos 15.838 cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais, que não compareceram às assembleias de voto para exercerem o seu direito de voto.

A esse propósito, Dulcelina Alves disse esperar que a taxa de abstenção venha a reduzir-se nos próximos embates.

DR/FP

Inforpress/Fim