Pedra Badejo, 08 Set (Inforpress) – A candidatura do MpD às eleições de domingo, 04, em Santa Cruz, acusou o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) de “manobras pouco transparentes” que resultou na vitória do seu adversário, que já refutou, no entanto, essas denúncias.

Para Manuel da Luz, candidato do Movimento para a Democracia (MpD) à presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz que saiu vencido no pleito de 04 de Setembro, cujos os resultados foram hoje confirmados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), “não espelham a vontade do povo” do concelho.

“A nossa candidatura demonstrou estar melhor preparada para governar, mas nos dias 02, e 03, durante o período da reflexão, e no dia das eleições, a população de Santa Cruz assistiu, a vista grossa, determinadas práticas e manobras sujas e pouco transparentes no processo eleitoral que só destroem a democracia”, acusou.

Segundo Manuel da Luz, foram os dirigentes políticos da candidatura adversária que praticaram essas manobras, tanto que “tem mesas que a comparação entre a descarga de cadernos e os números de votos não combinam”.

“A candidatura adversária embriagou os jovens, utilizou as vulnerabilidades sociais e económicas das pessoas, comprou bilhetes de identidade, ou seja, são práticas que só contribuem para prejudicarem a democracia, dando sinais que não está com o equilíbrio que desejamos”, afirmou.

No seu entender, é “importante” que as autoridades competentes zelem mais pelo cumprimento das normas do processo eleitoral e que tomem medidas contra a “compra de consciência no período antes das eleições que prejudicaram o MpD” em Santa Cruz.

Entretanto, em reacção às acusações e com o resultado do apuramento geral nas mãos, o presidente eleito no município, Carlos Silva, garantiu que são falsas as denúncias do MpD, considerando que faltaram ao candidato derrotado, a “verdade e projectos” para o desenvolvimento de Santa Cruz.

“As práticas que o candidato adversário denunciou é o que o seu partido tem estado a fazer, ao contrário de nós que fizemos uma campanha limpa, levando com que as pessoas fossem votar em consciência”, afirmou, continuando que “o candidato adversário fez teatro e bebeu grogue, em vez de falar verdade”.

Na opinião de Carlos Silva “Sueck”, o seu adversário deveria disponibilizar-se a colaborar para contribuir para o desenvolvimento do concelho, porque o PAICV “não é parasita” e vai “continuar a ganhar com trabalho”, já que na democracia, quem manda é o povo.

“Depois do povo de Santa Cruz nos eleger, vamos criar uma grande equipa para trabalhar e desenvolver o concelho”, frisou o presidente eleito, exortando o MpD a parar com as acusações, tendo em conta que o período eleitoral já terminou e que agora é momento de trabalhar para colocar Santa Cruz acima de tudo.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo CNE, o PAICV obteve a maioria absoluta em Santa Cruz, elegendo sete vereadores e nove deputados, contra os oito do MpD.

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