Cidade da Praia, 14 Mar (Inforpress) – As Aldeias Infantis SOS de Cabo Verde e o Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS) vão rubricar um protocolo que visa contribuir para a estratégia de inclusão social no domínio da formação académica e qualificação profissional.

O protocolo de cooperação será assinado esta terça-feira, 14, entre a presidente do ISCJS, Yara Miranda, e o director nacional das Aldeias Infantis SOS Cabo Verde, Dionísio Simões Pereira, nas instalações da Direcção Nacional das Aldeias Infantis SOS, em Achada São Filipe, Cidade da Praia, pelas 09:30.

Em declarações à Inforpress, Dionísio Simões Pereira disse que o acordo trará um benefício em sentido duplo, já que contribuirá para a estratégia de inclusão social de ambas as partes no domínio da formação académica e qualificação profissional, através de acções como o desenvolvimento de programas de ensino e formação, a promoção de eventos científicos, o intercâmbio de informações e de publicidades e o desenvolvimento de projectos, pesquisas e extensão.

“Foi um juntar de vontades que deu lugar a esse entendimento de que deveríamos avançar para a formalização do acordo”, explicou, sublinhando que existem muitos estudantes com dificuldades de encontrarem lugares para a realização de estágios curriculares, sendo que neste campo, as Aldeias Infantis SOS Cabo Verde tem um vasto domínio de intervenção e a possibilidade ao acolhimento de alguns estudantes do ISCJS.

Por outro lado, o director nacional avançou que é do conhecimento geral de que as Aldeias Infantis SOS Cabo Verde tem tido dificuldades em mobilizar fundos para o financiamento de alguns jovens que concluem o Ensino Secundário e, neste sentido, o ISCJS concordou, em alguns casos, isentar ou reduzir as propinas o que abrirá “novas janelas” para aqueles que querem prosseguir os seus estudos.

“Isso, além de oportunidades outras que iremos ter de trabalhar para a realização de alguns eventos em conjunto”, disse, indicando que o protocolo vai começar a vigorar a partir do próximo ano lectivo, mas realçou que se pelo menos três jovens que concluírem o Ensino Secundário com média que permite prosseguir os estudos, o ISCJS vai oferecer vagas nessas áreas, o que vai reduzir “em força” a redução de propinas ou a sua isenção.

“Para nós, dois alunos a serem beneficiados, anualmente, com esta facilidade, já é muito”, reconheceu, justificando que os alunos que terminam o Ensino Secundário com uma boa média sempre conseguem o apadrinhamento, mas que nem sempre é possível, o que resulta na orientação dos jovens para o ensino profissional.

As Aldeias Infantis SOS de Cabo Verde e o Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais decidiram avançar com o referido protocolo, porque reconhecem o papel fundamental que o Ensino Superior desempenha no desenvolvimento socio-económico das sociedades na construção de futuro, que, cada vez mais, exige das novas competências, novos conhecimentos e permanente capacidade de inovação.

DR/JMV

Inforpress/Fim

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