Cidade da Praia, 16 Mar (Inforpress) – A missão técnica de São Tomé e Príncipe e Comores a Cabo Verde deu hoje “nota positiva” ao intercâmbio de informação e conhecimento no capítulo da boa governação na área de recursos hídricos.

Essa avaliação foi feita à imprensa pelos participantes da missão que engloba Cabo Verde, como país de acolhimento, e São Tomé e Príncipe e Comores, como visitantes, no âmbito do projecto de gestão integrada dos recursos hídricos nos pequenos Estados insulares do Atlântico e do Índico.

Segundo o responsável da implementação do projecto para Cabo Verde, Comores e São Tomé e Príncipe, Nuno Ribeiro, o balanço da visita é “positivo” uma vez que foram “definidos e cumpridos” algumas das prioridades de agenda de trabalho.

A mesma fonte concretizou os países alvos do programa “aprenderam algo de novo” e que os mesmos estão abertos em implementar projectos iguais aos que Cabo Verde seguiu para chegar aonde esta hoje, em áreas de gestão de recursos híbridos passando para o sector energético, assim com o as águas superficiais ligado a agricultura e investigação.

Nuno Ribeiro considerou que após esta visita os países envolvidos vão definir um projecto a ser priorizado e executado a curto e médio prazo, tanto a nível bilateral e regional, até ao final de 2017.

No âmbito do projecto, assegurou, foi já finalizado um plano relacionado com a questão do género nos recursos hídricos, estando de momento em cima da mesa uma proposta de apoio a São Tomé e Príncipe, através do ANAS, para elaboração da estratégia do género neste sector.

Para o director de Águas e Electricidade de São Tomé e Príncipe, Mário Sousa, foi uma missão proveitosa, pois disse ter “apreendido muito” no capítulo governança e que tomou nota do que Cabo Verde tem feito uma “governança excelente” por “escassez” no que respeita a recursos hídricos.

“Vimos a evolução que Cabo Verde conseguiu e vamos percorrer estes caminhos no nosso país para atingir os mesmos objectivos e poder assim levar água a toda gente. São Tomé tem muita água, mas ela não corre na torneira de todos”, sublinhou.

A venda de água aos agricultores foi para este dirigente de São Tomé e Príncipe uma experiência nova que promete levar para ser estudada e aplicada, apesar de admitir que não irá ser fácil.

A directora nacional de Água e de Saneamento de Comores, Chadhouliati Abdou, felicitou Cabo Verde pela sua política de recursos humanos e manifestou interesse em aplicar, no seu país, algumas das medidas utilizadas para que todos possam ter este liquido preciso em suas torneiras.

“Temos água em abundância, mas não sabemos geri-la e, por isso, esta visita nos deu ideia e instrumentos para trabalhar e por em acção, no nosso país, programas voltados para o sector”, disse.

A missão técnica de São Tomé e Comores a Cabo Verde decorreu de 13 a 17 e incluiu visitas a instituições como DNA, Unidade de dessalinização de água da Praia, CERMI, Aterro Sanitário Intermunicipal, ETAR do Tarrafal, ETAR de Santa Catarina, ADS, INIDA, Barragem do Poilão e Barragem de Figueira Gorda.

Constou ainda do programa de visita uma jornada técnica em que foi apresentada a Lei das Águas de São Tome e Príncipe, o projecto de adaptação às mudanças climáticas e recursos hídricos dos Comores e o draft do quadro de indicadores de GIRH – Cabo Verde.

PC/AA

Inforpress/Fim

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