Cidade da Praia, 15 Mar (Inforpress) – O ministro das Finanças, Olavo Correia, disse hoje que o Governo fará tudo para que o quadro jurídico cabo-verdiano seja respeitado no caso do Novo Banco, mas adiantou que não poderá garantir a integração dos trabalhadores na Caixa Económica.

Esta terça-feira, após um encontro com o Presidente da República, a porta-voz dos trabalhadores, Ivanilda Cruz, disse que não querem ser simplesmente indemnizados para ir à casa, mas sim manter os seus postos de trabalho e apontaram com “solução viável” a integração na Caixa Económica de Cabo Verde, instituição para onde foram transferidos a maior parte dos activos e do passivo do Novo Banco.

Esta mensagem terá sido passada, igualmente, ao ministro Olavo Correia, durante um encontro realizado na tarde do mesmo dia.

Questionado sobre os resultados do encontro, hoje, o governante escusou-se a falar sobre o assunto, mas na insistência dos jornalistas sobre a possibilidade da integração dos funcionários que vão ser despedidos com a extinção do Novo Banco na Caixa Económica, disse que o Governo não tem competência para tal.

“Não sou administrador da Caixa Económica. Sou governante e tudo farei para que o quadro jurídico seja respeitado e criarei todas as condições para que esta situação seja melhor gerido e quando houver informações em concreto transmitirei a comunicação social”, disse adiantando, entretanto, que passou aos trabalhadores uma mensagem de confiança.

Ao todo são 60 trabalhadores cuja média de idade é de 30 e tal anos, sendo que a maior parte com licenciatura, pós-graduação e mestrado e com muita experiência na área da banca, já que a maior parte dos colaboradores do Novo Banco foram funcionários buscados de outros bancos.

“Portanto, são pessoas com muita experiência e pessoas perfeitamente enquadráveis no negócio da Caixa. O negócio foi para lá e eles, com certeza, irão precisar de mais gente para acautelar o acréscimo da carteira de cliente. Então penso que seria uma solução viável”, anotou.

Criado em 2010, sob a forma de sociedade anónima, o novo Banco tinha por objectivo estimular o acesso à microcrédito e combate a pobreza, mas, de acordo com Banco de Cabo Verde (BCV) nunca conseguiu estabelecer-se solidamente no mercado financeiro nacional, já que fugiu à missão para o qual foi criado.

MJB/CP

Inforpress/fim

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