Nova Sintra, 21 Mar (Inforpress) - O reeleito deputado do MpD na Brava, David Gomes, considera que a vitória nas eleições legislativas é fruto do trabalho que o partido tem feito ao longo dos anos, com propostas concretas aos cabo-verdianos e particularmente à ilha.

Numa reacção a vitória do Movimento para a Democracia (MpD), nas eleições de domingo na Brava, com 1.354 votos, contra os 1.330 do PAICV e 79 da UCID, segundo os dados provisórios, o deputado salientou que o povo acreditou que era preciso mudança, para dar Cabo Verde um novo rumo ao seu desenvolvimento.

“Agora nós vamos ter que formar um governo forte, com alta capacidade de concretizar as propostas que apresentamos aos nossos eleitores, para fazer os cabo-verdianos sentirem-se realizados com a escolha que fizeram. Esta é uma vitória da democracia”, afirmou David Gomes.

Já para o cabeça de lista do PAICV, Clóvis Silva, o povo fez a escolha e decidiu que é o momento do seu partido estar na oposição.

“Vou continuar a trabalhar para a Brava, defender os interesses dos bravenses, independentemente de quem votou e dou os parabéns ao partido vencedor, cabe ao PAICV, enquanto oposição, também contribuir para o desenvolvimento de Cabo Verde”, adiantou Clóvis Silva.

De acordo com o comandante da Polícia Nacional na Brava, Nelson de Pina, as legislativas de domingo ocorreram num ambiente de normalidade em toda a ilha.

Nelson de Pina agradeceu o civismo da população da Brava que esteve com a PN “em estreita colaboração”, desde o início, destacando que até então a PN na Brava não tem recebido nenhuma queixa dos partidos.

Na Brava votaram 2.084 eleitores dos 4.287 inscritos, tendo a abstenção atingido os 34,6%.

A nível nacional, quando estão apuradas 1.187 mesas (95,6 %), os dados disponíveis indicam que o MpD venceu as eleições com maioria absoluta (53,6 %) e já elegeu 37 deputados, o PAICV é a segunda força política mais votada com 37,5 % dos votos validamente expressos (26 deputados já eleitos), a UCID vem em terceiro lugar e já elegeu três deputados (06,8 % dos votos).

Faltam eleger os seis deputados dos círculos da diáspora, nomeadamente, África (2), Américas (2) e Europa e Resto do Mundo (2).

AAB/CP

Inforpress/Fim

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