Cidade da Praia, 14 Mar (Inforpress) - O deputado do PAICV (oposição), Moisés Borges, explicou hoje que não participação dos seus colegas de bancada na reunião da Comissão Especializada para Economia, Ambiente e Ordenamento do Território do Parlamento ficou a dever-se ao atraso da convocatória.

Segundo Moisés Borges, que também integra a referida comissão, os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, apesar de a convocatória não ter sido feita de acordo com o regulamento aprovado, ou seja, com 48 horas de antecedência, informaram ao presidente Luís Carlos Silva que “havia sobreposição de agenda” e, por isso, o encontro poderia ser realizado num outro momento.

“O presidente entendeu ignorar essa nossa comunicação e reuniu-se apenas com os deputados do MpD (Movimento para a Democracia) na comissão”, disse Moisés Borges, para quem o PAICV tem o entendimento que a matéria relacionada com o Novo Banco é da competência da Comissão Especializada para Assuntos de Finanças e Orçamento, “por se tratar de uma instituição financeira”.

Reconhece, porém, que o assunto atinente ao Novo Banco, que foi há dias extinto pelo Banco Central, entidade reguladora das instituições financeiras, pode ser, eventualmente, abordado por qualquer deputado ou comissão.

Na opinião do deputado do PAICV, com a sua decisão, o presidente acabou por dar uma “grande machadada na confiança que havia entre os elementos da comissão especializada”.

“Somos de partidos diferentes, mas há certa lealdade institucional que é preciso salvaguardar”, afirmou, acrescentando que o facto de o presidente se ter reunido apenas com os eleitos do MpD “mina a confiança” que tem orientado os trabalhos da comissão até ao momento.

Além de a convocatória ter sido feita fora do regulamento, de acordo com Moisés Borges, os textos que deviam ser analisados por todos os membros da comissão chegaram no domingo, ou seja, 24 horas antes do encontro, quando o regulamento prevê uma antecedência de 48 horas.

“Não foram cumpridos estes prazos legais para que se pudesse fazer a reunião com alguma objectividade”, precisou.

A referida comissão reuniu-se esta segunda-feira, 13, e propôs auscultar todos os intervenientes no processo do Novo Banco, desde a sua criação até à extinção.

 LC/CP

Inforpress/Fim

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