Cidade da Praia, 14 Mar. (Inforpress)  - O MpD aponta a “libertação” do homem cabo-verdiano do “condicionamento e da dependência” perante o poder político e perante o Estado como “grande desafio”, que passa por garantir “autonomia, auto-suficiência e dignidade” da pessoa humana.

Ulisses Correia e Silva, presidente do Movimento para a Democracia (MpD, poder), lançou este repto por ocasião da conferencia "MpD: 27 anos ao serviço de Cabo Verde", realizada esta noite, o primeiro aniversário natalício comemorado no poder após 15 anos na oposição, “da mesma forma, dignidade e simplicidade, força e convicção”.

Para além desta “liberdade total do homem na base da satisfação das suas necessidades básicas e elementares”, descreve outros combates pela frente como o empoderamento da sociedade civil, a despartidarização da administração pública e tornar Cabo Verde uma democracia plena.

Correia e Silva assegura que o MpD veio para durar, que representa muito em termos do seu percurso, da sua história e dos seus valores e do seu futuro em Cabo Verde, e afirma mesmo que os cabo-verdianos reconhecem a força política que representa como um grande partido.

Considera que a história da democracia, da liberdade e do desenvolvimento “está intimamente ligada ao MpD”, tendo alertado que o partido está num momento diferente, com responsabilidade para consolidar mais a democracia cabo-verdiana.

Isto porque, sentencia, o MpD teve um “papel determinante e liderante” nas reformas institucionais, políticas, económicas e sociais em Cabo Verde, argumentando que menos de um ano após a sua criação (1990) estava a governar após vitória nas primeiras eleições multipartidárias.

Alega que 13 de Janeiro marcou e marcará para sempre caminhada de Cabo Verde para a entrada num mundo moderno, por entender ter sido o responsável pela liberdade, dignidade e a perspectiva de futuro num país em democracia.

Sublinha que existe marcos importantes que a história regista como a Constituição da República de 1992, enquanto “elemento mais estruturante das transformações que este país reconheceu” e que “marca a fronteira entre um regime de Economia Única para um país da Era Moderna, com liberdade económica, liberdade de pensamento, liberdade sindical, associativo, individual e de pensamento”.

Destaca, igualmente a institucionalização do poder local eleito em 1993, a liberalização económica, durante a governação do MpD, tendo mesmo afirmado que foi deveras transformador a mudança para o país com a entrada do seu partido na cena política cabo-verdiana.

Este ciclo de conferência "MpD: 27 anos ao serviço de Cabo Verde", prossegue quinta-feira, 16 na ilha de São Vicente e  na segunda-feira, 20, em São Filipe, na ilha do Fogo.

SR

Inforpress/Fim  

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