Mindelo, 15 Mar (Inforpress) – O vice-presidente do PAICV Nuías Silva anunciou hoje que o seu partido, através do grupo parlamentar, vai solicitar a constituição de  uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar “toda a verdade” sobre o dossiê Novo Banco.

Em conferência de imprensa na ilha de São Vicente, o também deputado eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição), sublinhou que tal solicitação é a “prova” de que o partido que representa preza por “princípios de rigor e transparência” da coisa pública.

“Havendo responsabilidades, que sejam assacadas porque não se pode continuar no país sempre com arremessos políticos e as responsabilidades não são apuradas”, ajuntou a mesma fonte.

Nuías Silva aproveitou a ocasião para desmentir de forma “clara e inequívoca” afirmações que atribuiu ao secretário-geral do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), Miguel Monteiro, segundo as quais ele, Nuías Silva, terá estado presente na reunião ordinária do Novo Banco, de 12 Abril, destinada ao aumento do capital social da instituição bancária, após as eleições legislativas de 20 de Março.

“Não é verdade que Nuías Silva esteve alguma vez em alguma reunião a representar quem quer que seja no Novo Banco”, lançou o vice-presidente do PAICV, que acrescentou que as provas estão contidas na acta da reunião ordinária nº 02/2016, de 12 de Abril, cuja cópia exibiu aos jornalistas.

No documento, os accionistas do Novo Banco que rubricaram a referida acta foram José Carlos Tavares, em representação do Estado, José Maria Veiga (INPS), Filinto Santos (Caixa Económica), Paulo Soares (IFH), Alita Dias (Correios de Cabo Verde) e Sátiro Santos (Banco Português de Gestão).

“Miguel Monteiro divulgou informações irresponsáveis, que não coadunam com o estatuto que ele desempenha de representante do povo, ao faltar a verdade”, acusou.

Nuías Silva avançou que “nunca esteve em qualquer reunião do Novo Banco”,  e que por isso trata-se de uma “falsa verdade” que só se compreende, aludiu,  com o “desvio de atenção” do MpD para questões colaterais para tentar passar uma cortina de fumo aos cabo-verdianos e tirar o foco do cerne de questão.

“Havia alternativas para salvar o Novo Banco e o MpD por opção política entendeu que não deve exercer essa reestruturação e recapitalização do Novo Banco, mas sim criar um novo Novo Banco”, concluiu Nuías Silva.

AA/CP

Inforpress/Fim

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