Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) - Jorge Carlos Fonseca, candidato à sua própria sucessão, na corrida ao cargo do Presidente da República no pleito de 02 de Outubro, elege a unidade nacional como a pedra de toque dos seus propósitos para o segundo mandato.

Nascido no Mindelo, em São Vicente, há 66 anos, Jorge Carlos de Almeida Fonseca afigura-se como o terceiro Presidente da República de Cabo Verde, eleito por sufrágio directo e universal, seguido de António Mascarenhas Monteiro e Pedro Pires, mas é o quarto chefe de Estado desde a independência nacional, país de que Aristides Pereira foi o mais alto magistrado da Nação até 1991.

Militou na independência de Cabo Verde desde os 17 anos, nas estruturas clandestinas do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e em rotura com o partidário único, em 1979, fundou os Círculos Cabo-verdianos para a Democracia (CCPD) e a Liga Cabo-verdiana dos Direitos Humanos, em 1982.

Foi director-geral da Emigração e Serviços Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esteve ligado à fundação do Movimento para a Democracia (MpD), e de 1991 a 1993 foi o primeiro Ministro dos Negócios Estrangeiros da 2ª República.

Casado e pai de três filhas, é advogado e constitucionalista, licenciado em direito e mestre em Ciências Jurídicas, pela Faculdade de Direito de Lisboa, onde obteve a classificação de muito bom.

Investigador na área do Direito Penal no Instituto Max-Planck em Freiburg im Breisgau (Alemanha) em 1996, desempenhou as funções do professor de Direito e Processo Penal no Instituto de Medicina Legal de Lisboa e director residente e professor associado convidado em Macau (1989-1990).

Poeta, ensaísta e cronista, figurando em várias antologias literárias publicadas em Cabo Verde, Portugal e Brasil e em diversas obras colectivas e de estudos literários, foi presidente e professor do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais, e presidente da Fundação “Direito e Justiça”.                                    

Participou na elaboração da Constituição de Cabo Verde (1992) e na qualidade de jurisconsulto e investigador foi autor de variados projectos de diplomas que marcam os contornos da nova ordem jurídica cabo-verdiana de projectos de diplomas da ordem jurídica cabo-verdiana.

Perito pelas Nações Unidas nos trabalhos da elaboração da Constituição da República de Timor-Leste (2001 e 2002), é fundador da revista “Direito e Cidadania” e colaborador permanente da Revista Portuguesa de Ciências Criminais e membro do Conselho Editorial da Revista de Economia e Direito (UAL-Portugal).

É condecorado com a Ordem Amílcar Cabral (2º grau), Primeira Classe da Ordem do Vulcão, Grande Oficial da Ordem Rio Branco (Brasil, 1979), Colar da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal, 2012), Grande Cruz da Ordem Nacional do Leão da República do Senegal, 2014 e Ordem do Cavaleiro /L’Ordre du Lion Dor de Nasau (condecoração conjunta de Sua Alteza Real o Grão-Duque do Luxemburgo, Reis dos Países Baixos e Sua majestade o Príncipe d’Orange-Nassau (2015, Luxemburgo).

Cidadão honorário da Cidade Velha e sócio emérito do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o candidato “O Presidente Sempre Junto das Pessoas” pretende contribuir para o crescimento sustentado da economia, duradoura e inclusiva e fazer com que a educação assuma a função de preparar cidadãos mais capacitados e comprometidos com os valores mais nobres da sociedade.

Três candidatos concorrem às eleições presidenciais de 02 de Outubro: Albertino Graça, o presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca, e o veterano da luta pela independência Joaquim Monteiro.

SR/CP

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