Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) - Joaquim Jaime Monteiro ou Jack Monteiro, 76 anos, combatente da liberdade da pátria, natural Coculi, ilha de Santo Antão, perfila-se na corrida presidencial pela segunda vez, com a pretensão de ser o presidente de todos os cabo-verdianos.

Nascido a 21 de Agosto de 1940, Joaquim Jaime Monteiro afirma que está na sua plenitude física, intelectual e espiritual e preparado para ser um bom Presidente da República de Cabo Verde.

Se auto-define como professor, político e investigador nas áreas agro-industrial e política. Conta que se envolveu na política desde os 18 anos, denunciando a situação da fome na sua ilha natal e manifestando-se contra os ideais do regime colonialista.

Com 21 anos fez o serviço militar obrigatório momento em que foi mobilizado pelo Governo português para prestar serviço em Macau, juntamente com o antigo presidente português António Ramalho Eanes.

Enquanto militante na clandestinidade do então movimento anti-colonialista, o PAIGC, Joaquim Jaime Monteiro conta que esteve na Europa e, mais concretamente em França, em missão partidária para promover os objectivos da independência de Cabo Verde e Guiné-Bissau, tendo sido em 1965 o primeiro emissário de Amílcar Cabral para Cabo Verde.

Depois da independência nacional, proclamada em 1975, Joaquim Jaime Monteiro desempenhou as funções em Cabo Verde na qualidade director da Escola de Superação de Quadros Militares, cargo que exerceu de Agosto de 1975 até Dezembro de 1978, tendo também exercido as funções de coordenador responsável do projecto de investigação agro-industrial no extinto Ministério do Desenvolvimento Rural.

Conta que em 1981 iniciou o seu percurso para a democratização de Cabo Verde e que desde de 1991 até 2011, altura em que apresentou a sua candidatura a Presidente da República, esteve a auscultar Cabo Verde para se informar qual era o melhor caminho para o país.

Na primeira corrida presidencial, disputada em 2011 ao lado de presidente cessante Jorge Carlos Fonseca, do ex-governante e actual deputado Manuel Inocêncio Sousa, e do antigo presidente de Assembleia Nacional, Aristides Lima, Joaquim Jaime Monteiro obteve 2.958 votos correspondentes a 1,84 por cento dos votos válidos.

Nesta sua segunda participação nas eleições presidenciais pretende melhorar o seu score e afirma que sem as fraudes será o próximo presidente dos cabo-verdianos.

A sua principal proposta é melhorar a imagem interna a externa do país e se vencer as eleições de 02 de Outubro promete projectar Cabo Verde a nível social e económico.

Mantem o lema da candidatura anterior que é “O candidato do povo, com o povo e para o povo cabo-verdiano” e adianta que o seu objectivo é de ajudar os cabo-verdianos a atingir os limiares da independência.

Considera-se o melhor de entre os três candidatos às eleições de 02 de Outubro, uma vez que conforme adiantou para além de estar desacoplado dos partidos políticos tem um vasta experiência política.

“Votando em Joaquim Jaime Monteiro os cabo-verdianos estarão a votar neles mesmos”, sublinha o candidato, que tem como adversários o presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca, e Albertino Graça, actual reitor da Universidade do Mindelo.

MJB/CP

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