Mindelo, 30 Set (Inforpress) – O candidato a Presidente da República Albertino Graça encerra na Cidade da Praia a sua actividade de campanha eleitoral, com contactos porta-a-porta em bairros da capital e, à noite, promove o último comício na Achada de Santo António.

A candidatura “mais Equilíbrio” prevê ainda deslocações aos concelhos de Santa Catarina e Santa Cruz antes do comício da noite na Cidade da Praia, neste que é o último dia da campanha eleitoral.

No comício de encerramento da campanha na ilha de São Vicente, Albertino Graça considerou, no Mindelo, que se “o povo” do PAICV, UCID, PTS e PP se unir à volta da sua candidatura ganha o escrutínio do próximo domingo, já que “só a abstenção ultrapassa” os votos da outra candidatura.

O candidato a Presidente da República pediu o voto “em força” na equipa “Mais Equilíbrio”, que lidera, pois, sintetizou, se se juntar a abstenção mais os votos do “povo dos partidos unidos” ganha a eleição “de certeza”.

Num discurso de 48 minutos, na Avenida 5 de Julho, a algumas centenas de metros do local onde decorria o comício de Jorge Carlos Fonseca, na Rua de Lisboa, Albertino Graça começou por lembrar que, nesta campanha, empreendeu uma luta política contra uma “equipa poderosa, com máquina poderosa e com muito dinheiro e recursos”.

Sempre com Jorge Carlos Fonseca na mira, Albertino Graça regressou aos temas que lançou ao longo da campanha em relação ao desempenho do seu adversário no cargo, a começar pela “prioridade” que estabeleceu em “dar show” com a Constituição, passando pela desresponsabilização política do então chefe de Estado no caso Monte Tchota até chegar à “diplomacia presidencial de fraqueza” do ex-presidente.

Como novidade introduziu a importância de África para Cabo Verde, e aqui defendeu a aproximação do arquipélago ao continente negro e, assim, “desbloquear outros caminhos” que podem trazer “trabalho para os cabo-verdianos”. “Temos que pensar em África”, sintetizou.

Depois, centrou-se na classe empresarial cabo-verdiana, outra novidade no discurso desta campanha, que, sustentou, “endividada”, atravessa “muitas dificuldades”, situação perante à qual o Presidente da República não pode cruzar os braços e “saber só da Constituição”.

Um Presidente da República, lançou, tem que ter “pelo menos sensibilidade” na área económica, e, no âmbito da magistratura de influência, “pode perfeitamente chamar os bancos nacionais” e levá-los a negociar as dívidas com as empresas.

“Os bancos já ganharam muito com as empresas e chegou a hora de eles virem negociar as dívidas das empresas e criar as condições para um novo funcionamento rumo a mais trabalho em Cabo Verde”, concluiu.

Para além de Albertino Graça, que concorre pela primeira vez, estão na corrida ao Palácio do Platô o presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca, que concorre para um segundo mandato e Joaquim Monteiro, que concorre pela segunda vez.

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