Cidade da Praia, 30 Set (Inforpress) – Albertino Graça considerou hoje que uma segunda volta nas eleições presidenciais de domingo pode ocorrer caso “o terceiro candidato” (Joaquim Monteiro) obtiver um resultado “um bocado mais alto” do que prevê para este adversário.

“Mas, como diz o outro, prognósticos só no fim, pelo que há que aguardar até a contagem dos votos, no domingo”, reforçou o candidato a Presidente da República, à Inforpress, num balanço da campanha eleitoral, que termina hoje, sem especificar, no entanto, os números da previsão de votos que calcula para Joaquim Monteiro.

Mesmo assim, avançou, “um bom resultado” para a sua candidatura é "ganhar as eleições", mas, não sendo possível, admitiu que espera ter um resultado que dignifique o esforço que a equipa “Mais Equilíbrio” fez para que esta fosse uma campanha “democrática e digna”.

Por isso, Albertino Graça apelou aos eleitores para se dirigirem às urnas no próximo domingo, pois uma “votação massiva”, para além de conferir “maior legitimidade” a quem vencer as eleições, também representa “um reforço” para a democracia.

“E nós consideraremos, neste caso, que a nossa contribuição também teve mérito nesse sentido, de levar as pessoas a irem votar”, sintetizou.

Albertino Graça faz, assim, um balanço “extremamente positivo” da campanha eleitoral, já que a sua candidatura começou “de forma tranquila sem muita ambição”, mas que ao longo da campanha “desenvolveu-se, cresceu” e “ganhou muitos adeptos e simpatizantes”.

“Neste momento estamos claramente a disputar as eleições”, reforçou.

O candidato concorda com aqueles que dizem que se a sua candidatura tivesse arrancado mais cedo “outro galo cantaria”, mas avisa que esta opinião não elimina o objectivo mais ambicioso, que é vencer.

“Mas, na verdade, se a candidatura tivesse surgido mais cedo nós, certamente, teríamos completado a infra-estruturação da mesma, também mais cedo, e a ronda que fizemos para montar a campanha teria sido aproveitada mais para efeito de campanha eleitoral”, concretizou o candidato que, mesmo assim, considerou que a tentativa de recuperar o tempo foi conseguida.

Como ponto alto dos 15 dias de campanha, Albertino Graça nomeou a deslocação à ilha do Fogo, pela “recepção extraordinária”, mas também pelas visitas aos três concelhos, “sempre bem-recebidos”.

No polo oposto, mencionou a viagem de barco Sal-São Nicolau-São Vicente, que totalizou 18 horas, num navio de cargas, e que “marcou profundamente” a campanha, porque foi “muito tempo em cima do mar”, tempo que poderia ser aproveitado para outras acções de campanha.

“Para além disso, essa viagem deixou fragilizado, em termos imunológicos, o próprio candidato, na medida em que foram muitas horas em cima do mar e em condições difíceis porque não havia camarotes, ou seja, não foi confortável como seria desejável num barco de passageiros”, concluiu.

Por fim, o candidato fez questão de enviar uma mensagem aos eleitores da ilha da Boa Vista, a única que não visitou na campanha eleitoral.

“Não consegui chegar à Boa Vista, mas tenho estado em contacto permanente com o responsável da candidatura na ilha”, lançou, explicando que a campanha foi ali infra-estruturada, com carro de som a divulgar a mensagem, pelo que espera também “um bom resultado” na Boa Vista.

Para além de Albertino Graça, que concorre pela primeira vez, estão na corrida ao Palácio do Platô o presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca, e Joaquim Monteiro, que concorre pela segunda vez.

AA/CP

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