Cidade da Praia, 30 Set (Inforpress) - O candidato às eleições presidenciais Joaquim Monteiro disse hoje que a segunda volta no pleito deste domingo é “quase uma obrigatoriedade” e deixa o povo “que lhe fez candidatar” fazer justiça.

Joaquim Monteiro, que percorreu os 21 dos 22 municípios de Cabo Verde, com excepção do Maio, avançou à imprensa que não faz prognóstico sobre o resultado das eleições, deixando a responsabilidade ao povo escolher, e que seja a sua candidatura, que considera de “grande candidatura”.

Sem avançar quem são os candidatos que irão disputar uma eventual segunda volta das presidenciais, o auto-proclamado “candidato do povo”, disse esperar que seja ele e mais um dos dois concorrentes.

Joaquim Monteiro assegurou que a sua mensagem passou “e de que maneira”, acrescentando que em Cabo Verde toda a gente o conhece, mesmo sem ter apoio de nenhum partido político, o que o leva a fazer um “balanço extremamente positivo” da campanha eleitoral.

“Transfiro toda essa responsabilidade ao povo de Cabo Verde no dia 02 de Outubro de 2016”, disse Joaquim Monteiro, numa alusão à sua eleição, afirmando que o povo está atento e não acredita mais nos partidos, principalmente os jovens, que não se deixam levar pelos slogans dos outdoors, que “custam um dinheirão”.

O candidato referiu ainda que foi “muito bem recebido” pela população das ilhas e concelhos que visitou, isto, segundo afirmou, devido ao trabalho da comunicação social que fez esta “grande obra”.

Além de enaltecer o trabalho da comunicação social, Joaquim Monteiro compara a mesma a “um exército”, e, como tal, salientou, tem a “nobre missão” de “transformação, projecção e dignificação de Cabo Verde”.

Ao eleitorado apelou ao voto, pedindo que ninguém fique em casa e para ir às urnas, “mas para votar, e não em branco”, informando que “um voto em branco, actualmente, segundo determinação do Tribunal Constitucional, é considerado nulo”.

“Quando o cabo-verdiano vai votar, vai dignificar o futuro de Cabo Verde, dos seus filhos, netos e de gerações futuras”, salientou.

Disse ainda que constatou que as causas que levam os eleitores a ficarem em casa nos dias das eleições são o facto dos mesmos afirmarem que não vão votar para que um ou outro candidato seja atribuído o montante de 750 escudos para cada voto.

“Esta campanha de Jorge Carlos Fonseca é uma campanha faustosa, feita com dinheiro de Cabo Verde”, criticou, considerando uma “vergonha”, o facto do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ter estado a “esbanjar dinheiro de todos nós, quando dá indicação de voto ao Jorge Carlos Fonseca”.

Para além de Joaquim Monteiro, que concorre pela segunda vez, estão na corrida ao Palácio do Platô o presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca, que concorre para um segundo mandato e Albertino Graça, actual reitor da Universidade do Mindelo.

FM/CP

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