Mindelo, 17 Mar (Inforpress) – A vereadora para a Área Social na Câmara Municipal de São Vicente, Lídia Lima refutou hoje “liminarmente” a suspeição de que foi alvo, recentemente, a Loja Social da edilidade sanvicentina, ressalvando que repudiam a “politização da carência das pessoas”.

A autarca tomou esta posição em declarações à imprensa hoje no Mindelo em presença dos parceiros da loja em apreço, acto que aproveitou para agradecer à Ficase (Fundação Cabo-Verdiana de Acção Social Escolar) a oferta, recentemente, de 22 toneladas de arroz.

Câmara de São Vicente foi recentemente alvo de suspeição, vinda tanto de um dirigente da UCID quanto da responsável de uma instituição social, sobre o destino dado ao arroz oferecido pela FICASE.

Lídia Lima refutou essas suspeições e repudiou também, segundo disse, “tentativas de politizar a miséria das pessoas”, tendo garantido que a equipa da Loja Social trabalha com “honestidade, transparência e emprenho profissional”.

A reunião de hoje com os parceiros serviu também para edilidade apresentar o projecto Loja Social a novos integrantes da câmara e da assembleia municipais, explicando Lídia Lima aos presentes que o objectivo é prestar assistência a pessoas vulneráveis, socorrendo-se para tanto da solidariedade de vários parceiros como empresas e individualidades.

De 2013, quando foi criada, à actualidade, a Loja Social atendeu trimestralmente, com cestas básicas 90 beneficiários, tendo no mesmo período prestado cerca de cinco mil apoios com géneros alimentícios, fraldas e colchões, tudo de modo gratuito.

Dezasseis empresas de São Vicente são parceiras habituais da Loja Social, que por sua vez distribui, com critérios definidos, o produto das ofertas a várias instituições sociais, designadamente Centro de Terapia Ocupacional, Casa da Sopa, Associação da Terceira Idade (ACATI), jardins infantis, Centro de Apoio a Doentes Mentais, Centro Bom Pastor, Centro de Acolhimento de Crianças portadores de Paralisia Cerebral.

Todavia, Lídia Lima não quer ouvir falar de assistencialismo, defendendo a obrigação de a edilidade “prestar assistência às pessoas”, numa ilha, afirmou, onde existe “muita miséria”.

A vereadora anunciou a abertura, em breve, de um sítio da Loja Social na internet, não para publicitar a pobreza, mas para dar a conhecer a actividade do serviço.

AT/FP

Inforpress/Fim

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