Assomada, 18 Mar (Inforpress) - O Presidente da República disse hoje que o assistente social desempenha um papel preponderante na resolução de alguns problemas sociais, mas é preciso investir muito mais nesses profissionais, para que possam fazer intervenções de "fundo e integrada".

Jorge Carlos Fonseca fez considerações na abertura do I Encontro Nacional dos Assistentes Sociais de Cabo Verde, que se realizou este sábado no auditório da Universidade de Santiago, em Santa Catarina (ilha de Santiago).

Para o Presidente da República, Cabo Verde tem ainda um longo caminho a percorrer para a concretização do desenvolvimento almejado, e este só pode ser alcançado com investimentos, não só no domínio económico e normativos, mas com investimentos nas pessoas e em profissionais capazes de realizar intervenções de fundo e integradas.

"A problemática da violência e criminalidade não será só resolvida apenas com a intervenção policial, mas com o reforço da intervenção social, que precisa ser estratégica, profunda, articulada e eficaz, junto das comunidades, das famílias e das pessoas", disse.

Neste âmbito, Jorge Carlos Fonseca acredita que os assistentes sociais desempenham ou podem desempenhar um papel preponderante, em articulação com outras áreas afins (psicológos, sociólogos, antropólogos), para um melhor sucesso das acções.

Mas para isso, defende que é preciso antes ultrapassar a visão tradicional que associa a assistência social ao " assistencialismo".

Ao usar da palavra nesse evento, a presidente da associação, Suley Carvalho, reconheceu também que em Cabo Verde ainda as pessoas “não entendem” o trabalho e a importância do assistente social.

"Ficam muito atreladas ao assistencialismo, à questão de emergências e à questão de cesta básica, mas nós já ultrapassamos isso (...) e já evoluímos muito, temos profissionais que estudaram no Brasil, onde o serviço é bem avançado e trabalham em várias áreas de competências, então, sentimos que em Cabo Verde ainda estamos muito aquém", frisou.

Segundo apontou, os principais desafios desta classe passam por conquistar espaço e ter reconhecimentos, sensibilizar as entidades para que possam compreender o que fazem, conseguir maior coesão da classe e empregar os profissionais no mercado de trabalho.

Para os estudantes e alguns profissionais que estão desacreditados, Suley Carvalho deixou-lhes uma mensagem de que "agora é o momento de luta, de se levantar a cabeça e seguir em frente, e ir buscar aquilo que acreditam para que possam fazer a diferença", enfatizou.

O encontro, promovido pela Associação dos Assistentes Sociais de Cabo Verde e que decorre sob o lema "Percurso, Desafios e Perspectivas", visa assinalar o Dia Internacional do serviço social, que se comemora a 21 de Março.

A associação, criada oficialmente em Março de 2014, iniciou as suas funções com 143 profissionais formandos, e com este encontro pretendem reflectir sobre o serviço social no país, conhecer o percurso, os desafios e saber quantos são actualmente, no sentido de se criar um grupo mais coeso da classe.

Participam neste primeiro encontro, os profissionais da ilha de Santiago, São Vicente, Fogo e Boa Vista.

AM/FP

Inforpress/Fim

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