Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) - A ministra da Educação, Maritza Rosabal, reiterou hoje a intenção do Governo de duplicar o número de ano de aprendizagem do francês nas escolas, de quatro a seis anos, para oito anos.

A governante falava na abertura do 1º Colóquio Internacional sobre “L’enseignement du français comme vecteur de développement économique et d’intégration sous-régionale du Cap-Vert” (O ensino de francês como vector do desenvolvimento económico e de integração sub-regional de Cabo Verde) de dois dias na Praia, promovido pela Uni-CV em parceria com o Instituto de Língua Francesa (ILP).

“Em termos de políticas educativas, se prevê a duplicação de número de ano de aprendizagem do francês nas escolas, porque a opção é começar com o francês desde 5º ano de escolaridade, como língua estrangeira obrigatória, passando de quatro ou seis anos para oito anos de aprendizagem”, explicou a ministra da Educação e ministra da Família e Inclusão Social.

Segundo a governante, actualmente, os alunos quando finalizam o ensino secundário, têm quatro ou seis anos de francês, porque só iniciam o seu estudo no liceu, alguns por opção, mas que com esse aumento de número de ano, daqui a quatro ou cinco anos, vai ser possível notar o aumento da proficiência linguística e do domínio da língua francesa como veículo da comunicação e de aprendizagem.

Entretanto, Maritza Rosabal entende que essa política vai reflectir nos investimentos e nos recursos humanos, declarando que está a decorrer um processo de planificação “muito intenso” por parte do Ministério da Educação, sendo que, além dos alunos que já estão no sistema a estudar a língua francesa, vai haver um acréscimo, no próximo ano lectivo, de mais 9.000 alunos que no 5º ano vão estudar esta língua.

De acordo com a ministra, os cálculos que estão sendo feitos indicam que haverá a necessidade de se recrutar, pelo menos, 35 novos docentes para o ensino de língua francesa a nível nacional, num rácio máximo de 30 alunos por turma e 22 tempos lectivos para cada docente, traduzindo-se em um impacto financeiro “bastante elevado”.

Por outro lado, adiantou que há outro desafio que é a necessidade de ter esses docentes com uma preparação pedagógica adequada, porque vão iniciar com um grupo etário do que aqueles que existem até ao momento, observando que o país precisa de apoio nesta matéria para poder avançar, nomeadamente com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e outros parceiros.

O 1º Colóquio Internacional sobre “L’enseignement du français comme vecteur de développement économique et d’intégration sous-régionale du Cap-Vert” é um evento de carácter científico e reúne professores/investigadores cabo-verdianos, mas também de outros países como França e Senegal, bem como profissionais, quadros, especialistas de diferentes empresas.

O colóquio tem como objectivo contribuir para a dinâmica reflexiva sobre a promoção do ensino do Francês e da língua francesa na sociedade cabo-verdiana, bem como valorizar o papel do francês como vetor de desenvolvimento económico e de integração.

O evento será uma oportunidade de dar maior enfoque ao francês no que diz respeito ao desenvolvimento económico de Cabo Verde e sua plena integração regional, visto que se encontra inserido numa área essencialmente francófona, cujas trocas comerciais, intercâmbios culturais e outros se fazem, na sua grande maioria, em francês, e também para promover Cabo Verde.

DR/CP

Inforpress/Fim

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